Quais os impactos do Covid-19 nas PMEs?

Quais os impactos do Covid-19 nas PMEs?

Quais os impactos do Covid-19 nas PMEs

O universo das Pequenas e Médias Empresas (PMEs), no Brasil, é sempre assunto de diversos debates. Esse é um mercado que emprega milhões de brasileiros, dando à eles o sustento da família.

É nesse mercado, também, que nascem 100% dos empreendedores. Isso porque nenhuma empresa começa gigante: ela começa pequena, às vezes com uma ou duas pessoas, vai conseguindo clientes, vai prosperando e crescendo aos poucos. Mais pessoas são contratadas, a carteira de clientes vai crescendo, mais pessoas no time e assim vão nascendo as grandes empresas. Essa é a história da maioria das empresas, e com a Officer não foi diferente.

A Coca-Cola é um grande exemplo disso. Em seu primeiro ano de vida, não vendeu mais de 50 garrafas do produto. Hoje, vende bilhões de garrafas todos os dias em praticamente todos os países do mundo. Em 1884 o John Pemberton, inventor, concebeu a bebida como um remédio. Já em 1888, Asa Giggs Candler comprou e deu uma novo rumo de negócios e marketing, iniciando ali a operação de uma das mais valiosas marcas do mundo. Só para ter uma ideia,  a marca teve um faturamento líquido em 2019 de 9 bilhões de dólares, com aproximadamente 2 bilhões de litros do produto Coca-Cola vendidos diariamente no mundo. Mas, lembrando, um dia, lá em 1884 a Coca-Cola foi uma PME. E a marca já passou por diversas crises financeiras em todo o mundo.

 

Pequenas e Médias Empresas no Brasil

Uma recente pesquisa feita em conjunto pelas empresas Resultados Digitais, Endeavor e Pequenas Empresas, Grandes Negócios, mostra que a situação atual está complicada, mas que há grandes chances do país sair desse estado. O próprio Ministro da Economia, Paulo Guedes, considerado por muitos o melhor ministro da economia do mundo, afirma que o mundo vai se surpreender com a retomada do país. E, obviamente, isso é o que todos esperam, pois sem dúvida alguma o Covid-19 está sendo uma tragédia em todos os sentidos.

Segundo a pesquisa, 13,4% das empresas tiveram um aumento nas receitas. Entretanto, 77,7% tiveram queda, sendo mais da metade com queda de 40 a 100%, ou seja, como temos visto nos noticiários, muitas empresas do segmento de PME, infelizmente, fecharam as portas. Turismo e lazer, eventos e o pequeno varejo foram os setores que mais foram afetados, isso porque esses segmentos têm algo em comum: o sucesso depende da aglomeração de pessoas, algo impensável para os dias atuais. E, para a tristeza de quem atua no setor, talvez seja impensável até o fim de 2020.

Algumas empresas do setor de turismo estão retomando, de forma modesta e com todos os cuidados, às suas operações. Entretanto, ainda é pouco para minimizar os prejuízos do setor. Empresas de eventos estão se reinventando com eventos online ou apostando em outros negócios para não ficarem parados. O pequeno varejo tem apostado no delivery e no e-commerce como forma de sobreviver, mas sabemos que o consumidor está com a sua renda debilitada, pois muitos foram demitidos e outros tiveram seus rendimentos diminuídos pelas empresas. O pequeno varejo, como a padaria ao lado da sua casa, o bar que você gostava de ir no Happy Hour com os amigos ou aquele restaurante que sua filha adora são exemplos de empresas que mais têm sofrido nesse momento.

 

Home Office

Já escrevemos em outros artigos aqui, que o Home Office veio para ficar. Cerca de 75% das PMEs adotaram um plano de contingência. A primeira medida foi estabelecer horários flexíveis e trabalho remoto. É muito cedo para afirmar, mas há grandes chances de muitas empresas adorarem o home office mesmo depois que o Covid-19 tenha sido eliminado.

 

Fluxo de caixa

Um dado preocupante na pesquisa é que 52% das empresas sobreviverão até 6 meses com o dinheiro que tem guardado. Depois disso, muitas deverão fechar ou buscar empréstimos bancários. O governo, da forma que pode, tem ajudado as PMEs em projetos junto aos bancos. Essa ajuda vêm em forma de empréstimos a juros mais baixos, dando então um fôlego momentâneo ao setor. Entretanto, nem todos conseguem esses realizar esses empréstimos.

As empresas B2B tiveram um impacto menor do que as B2C em seu faturamento. As B2B tiveram um impacto médio de 29,3% no seu faturamento, enquanto na B2C teve um impacto de 46%, ou seja, muito maior.

A Officer, que opera no ramo de B2B, teve um recuo em seu faturamento e vendas mas, até o momento, nada do que não tenha sido previsto. Em fevereiro, quando a pandemia já era uma realidade, a Officer já começou a prever o que poderia ocorrer, fazendo um plano emergencial onde todos os colaboradores atuam de casa, mas sem deixar os clientes na mão. Somos uma empresa que preza por atendimento e relacionamento. Não deixamos nossos clientes sem atenção, mas obviamente nossa prioridade é a saúde de quem trabalha conosco.

 

Redução de tudo

Não tem jeito. Com uma redução em média de 46%, as empresas PMEs tiveram que reduzir tudo o que podiam, o que a médio e longo prazo fatalmente irá atrapalhar o desenvolvimento da empresa. Entretanto, é preciso entender que às vezes, por limitações financeiras, é preciso resolver o hoje para ter forças para planejar o amanhã. Em cerca de 75% das PMEs o plano anual foi revisto. Devido as perdas, mesmo para quem teve pouco ou nenhuma perda, o impacto negativo nas receitas acabou fazendo com que os planos anuais fossem revistos, afinal, estamos no meio do ano e ninguém sabe ao certo quando a pandemia vai acabar e quanto tempo o mercado vai demorar para se recompor. O soco que o Covid-19 deu no mundo, ainda está sendo sentido e vai demorar para a dor passar.

Quando o Brasil estava voltando ao eixo e estava crescendo, com o PIB baixo, mas ao menos o dobro de 2018, quando os empregos começavam a reaparecer e a economia dar um gás… O Covid-19 chegou e, com ele, as demissões. Infelizmente, mais de 40% das PMEs demitiram pessoas em 2020 graças ao Covid-19.

Aqui na Officer, estamos trabalhando para que as demissões não ocorram. Nossos colaboradores são o nosso maior patrimônio e, por isso, queremos manter todos aqui. Se chegamos onde chegamos, é muito por causa deles. As empresas B2C, foram as que mais sofreram com esse processo. Turismo e Lazer, são as áreas que mais demitiram, pois também, são as que mais sofreram.

 

E agora?

De fato, tudo muda de uma semana para a outra e, qualquer previsão, é um grande chute. O mundo vem mudando em uma velocidade altíssima, e com o Covid-19 não há dúvidas de que as mudanças já ocorreram e estão no dia a dia das pessoas, resta saber quem vai sobreviver a essa crise e quem vai se adaptar melhor.

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