Como estão as emoções do seu funcionário nesse momento?

Como estão as emoções do seu funcionário nesse momento?

Como estão as emoções do seu funcionário nesse momento? 2

Muito se tem lido e falado sobre como as emoções e como pessoas estão lidando com essa pandemia. O fato de ficar em casa, sem poder sair, causa uma estranha sensação nas pessoas. Estimulamos que as pessoas fiquem em casa, inclusive aqui na Officer, desde fevereiro, adotamos o formato home office. Fomos uma das primeiras empresas a fazer isso, pensando muito mais nos colaboradores do que em lucros. Neste momento, vidas devem ser preservadas. Como temos um time muito parceiro, conseguimos rapidamente nos adaptar e manter a relação com nossos clientes.

Por mais que defendemos que as pessoas fiquem em suas casas, também entendemos que ficar preso, mesmo que em casa, causa uma estranha sensação no cérebro. Olhamos pela janela: Está sol, calor, estamos bem, com saúde… Mas não podemos ir na padaria ao lado de casa, caminhar no parque ou pegar uma praia, como é de costume de milhões de pessoas. Isso gera uma grande frustração, uma bagunça nas emoções, o que pode ser um risco para a saúde mental das pessoas.

Os órgãos de saúde, por todo o mundo, estão pedindo para que as pessoas tomem todas as precauções possíveis. O Brasil está entre os países com mais casos e mortes no mundo, mas também está entre os que mais tem casos recuperados. Qualquer morte é trágica, seja uma ou sejam mil, mas é importante dizer, que no Brasil, em média nem 10% dos infectados morrem. Já é um alívio dentro desse cenário cada vez mais incerto que vivemos. É preciso chegar ao 0% de mortes. O Brasil tem condições de chegar e não está medindo esforços. Fica aqui, aproveitando, o muito obrigado à todos esses heróis da saúde que nós, como brasileiros, devemos ter orgulho de cada um!

Psicologia na Pandemia

O professor e psicólogo Steven Taylor, da Universidade da Colúmbia Britânica é um dos maiores estudiosos do comportamento das pessoas em pandemias, ele estuda as emoções e reações das pessoas diante de situações como essa que estamos vivendo. Para Taylor “a psicologia desempenha um papel fundamental na diminuição do sofrimento emocional e no comportamento que as pessoas exibem”. Para isso, o psicólogo alerta que o contato com outras pessoas se faz necessário para evitar mais traumas no cérebro.

“É fundamental que as pessoas mantenham o contato virtual com amigos e parentes para sobreviver a esse isolamento social”. Um alívio para esse momento em que vivemos, é que as tecnologias permitem isso. Não apenas para o trabalho, mas para a vida social. Hoje, qualquer smartphone pode fazer uma ligação de vídeo com outras pessoas. No WhatsApp, por exemplo, você pode colocar 3 pessoas, além de você, em uma mesma vídeo-chamada.

Essa é a ferramenta mais simples de uso, principalmente quando a pessoa vai se conectar com outras que não estão tão habituadas com tecnologia, é uma forma de  fazer um avô conversar com uma neta por exemplo, e pode ter certeza que as emoções serão beneficiadas nesse momento. Entretanto, as pessoas mais acostumadas com a tecnologia estão se adaptando ainda mais. Muitos que fazem aniversário nesse período, por exemplo, têm usado o Zoom para, de alguma forma, estar com as pessoas que ama. Mesmo que de uma forma não convencional, é preciso lembrar que pessoas que moram em outras cidades, estados ou países, já usavam esse recurso para comemorações de aniversário, afinal, pra eles já não era possível se descolar para um encontro presencial, antes mesmo da Covid-19.

Problemas preexistentes

Existem alguns distúrbios no cérebro que, com a pandemia, podem ser acelerados. As empresas precisam ficar atentas com isso. As pandemias geram emoções como a ansiedade e, dependendo do nível, isso não é nada benéfico… Principalmente para quem tem esses problemas preexistentes, como é o caso de quem sofre de depressão. A ansiedade, combinada com o distanciamento, é uma das principais causas do agravamento desse sintoma, que não tem cura. O pânico gerado pelas notícias e redes sociais é outro fator agravante. Em tempos de isolamento, a internet tem sido a principal companheira, afinal ali que as pessoas passam a maior parte do tempo, como forma de distração, ainda mais nas redes sociais. Porém, isso pode ser bom e ruim ao mesmo tempo, até porque a informação é repassada tão rapidamente como a desinformação.

Segundo Taylor “algumas pessoas estão passando muito tempo lendo informações assustadoras na mídia ou nas redes sociais. Para essas pessoas, pode ser melhor limitar a quantidade de notícias sobre a pandemia”. Segundo o psicólogo, a angústia só tende a aumentar nesse momento. Outro ponto é que  quando nos é tirada a liberdade, e aqui a culpa é 100% do vírus, isso acaba nos deixando um pouco mais nervosos, o que pode dar problemas no coração, sistema nervoso e digestivo. Por outro lado, também pode elevar a raiva, e fazer com que as pessoas tenham comportamentos que antes controlavam, mas na raiva, não controlam. Um exemplo disso é o racismo, que tende a aumentar durante uma pandemia.

Pessoas influenciam

Um recado que fica nesse artigo é que não se pode depender apenas do CEO ou do RH da empresa para ajudar os funcionários. Se cada um fizer a sua parte, já ajuda muito. Estudos de depressão, por exemplo, mostram que é muito mais efetivo a família estar ao lado do paciente dando apoio às suas decisões, do que o forçar a andar ou tomar um sorvete. Fica aqui esse exemplo: às vezes, uma ligação de 10 minutos para a sua estagiária, fará uma diferença no dia dela incalculável.

Procure agora mesmo as pessoas da sua equipe e sinta a diferença. Marque uma vídeo-chamada com elas, seja no zoom ou outra ferramenta que possibilite isso. Não precisa falar de trabalho, ligue apenas para conversar. Ligue para aquela pessoa mais quieta da empresa, comente de um filme ou aquela série que você está vendo no Netflix. Indique um bom livro em suas redes sociais, se coloque a disposição para conversar com as pessoas, até mesmo as que não são do seu trabalho. Converse mais com seu filho, deixe de lado os celulares por alguns minutos. Ouça mais a sua esposa/ seu marido, ligue para aquela tia que você só viu no Natal. Faça a diferença! Se cada um fizer a sua parte, o lado psicológico do mundo irá melhorar cada vez mais!

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